Escrito por em 13/03/2018

O mal de Parkinson é uma doença que traz uma série de sintomas. Ela surge pela degeneração das células do sistema nervoso. Apesar de não ter cura, o tratamento para o Parkinson consiste em proporcionar melhor qualidade de vida para o paciente.

Essa qualidade de vida pode ser conquistada a partir do tratamento dos sintomas apresentados. Nesse sentido, os chás podem funcionar muito bem como tratamentos naturais. Mas é preciso ter precaução ao utilizá-los.

Entre os sintomas que podem ser identificados nos pacientes com mal de Parkinson estão: rigidez muscular, perdas dos reflexos, lentidão de movimentos e tremedeira. Esse último é um dos sintomas que mais identificam a doença.

Porém, antes de seguir com a dica dos chás que podem ser usados para tratar o mal de Parkinson, é importante que você tenha ciência que o médico deve ser consultado. Só esse profissional vai certificar o uso desses medicamentos naturais.

Existem chás que abrandam os sintomas do mal de Parkinson

A doença é mais frequente em pessoas com idade superior aos 50 anos (Foto: depositphotos)

Chás para tratar o mal de Parkinson

Chá de sete-sangrias com dente-de-leão

O dente-de-leão é uma erva que combate a inflamação. Essa erva também contém ácidos graxos essenciais, antioxidantes, betacaroteno, e vitamina C. Sais minerais como o potássio, ferro, cálcio, magnésio, zinco e fósforo também podem ser identificados.

Ingredientes

  • 1 litro de água filtrada;
  • Um punhado de erva sete-sangrias;
  • Um punhado de dente-de-leão.

Modo de preparo

Com ajuda de uma panela com tampa, coloque a água para ferver. Assim que começar a apresentar os primeiros sinais de ebulição, desligue o fogo e acrescente as ervas de uma vez. Deixe o recipiente tampado por 10 minutos.

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Passado esse tempo, pegue uma peneira e passe todo o chá por ela para que as ervas fiquem retidas. Depois disso, basta colocar em uma xícara e servir. A recomendação é que a ingestão não ultrapasse as três xícaras.

Chá de chapéu-de-couro e tanchagem

O chá de chapéu-de-couro, que é uma das ervas usadas no preparo do chá, é muito consumido na medicina popular, justamente pelas propriedades medicinais que a planta apresenta. Ela possui ação anti-inflamatória e diurética.

Ingredientes

  • 1 litro de água filtrada;
  • Um punhado da planta chapéu de couro;
  • Um punhado de tanchagem.

Modo de preparo

Pegue uma panela com tampa e coloque a água para ferver. Assim que estiver em ebulição desligue o fogo e adicione três colheres (de sopa) das duas ervas indicadas na receita picadas.

Deixe a mistura descansado por cerca de 10 minutos. Passado esse tempo, pegue uma peneira e retire todas as ervas utilizadas. A indicação é ingerir de três a quatro xícaras por dia.

Veja também: Saiba os benefícios do chá de chapéu de couro

Chá de alecrim, cavalinha e sálvia

O alecrim possui substâncias que fornecem ao cérebro do paciente portador de Parkinson mais proteção. Além do mais as outras plantas também ajudam na recuperação das doenças neuro-degenerativas, a exemplo do Alzheimer e Parkinson.

Ingredientes

  • 1 litro de água filtrada.
  • 1 colher (de sopa) de alecrim;
  • 1 colher (de sopa) de cavalinha;
  • 1 colher (de sopa) de sávia.

Modo de preparo

Para preparar esse chá indicado para tratar os sintomas do mal de Parkinson, basta colocar a água para ferver. Assim que começar a borbulhar, desligue o fogo e acrescente as ervas nas indicações passadas na receita.

Deixe a mistura descansar por 10 minutos. Não esqueça de preservar a panela tampada durante esse tempo. Antes de consumir o chá, retire toda a erva utilizada com ajuda de uma peneira. A recomendação é que a ingestão do chá não ultrapasse as três xícaras.

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Mal de Parkinson: sintomas, causas e tratamento

Um dos principais sintomas do mal de Parkinson é a tremedeira e a perda da motricidade

O Parkinson pode afetar apenas um lado do corpo ou ambos (Foto: depositphotos)

O mal de Parkinson é uma doença causada pela degeneração das células nervosas. Geralmente ela é mais frequente em pessoas com idade superior aos 50 anos, não fazendo distinção de sexo.

A interferência neurológica pode causar uma série de sintomas, justamente pela deficiência de dopamina, que é um neurotransmissor. Essa condição pode ser causada por inúmeros fatores.

Entre os principais deles, destaque para as mutações genéticas, onde pessoas da família já apresentaram essa situação ou através de fatores externos, como a exposição a toxinas, por exemplo.

Causa

A causa exata e correta do desgaste dessas células do cérebro ainda é desconhecida, porém a comunidade médica acredita piamente que a mistura desses dois fatores possa estar envolvida com o surgimento da doença”, afirma o médico Patrick Rocha.

É importante destacar que o Parkinson pode afetar apenas um lado do corpo ou então ambos os lados. Os sintomas apresentados pela doença também podem variar de acordo com cada caso.

A forma com que a doença atinge o paciente é fator para desencadear uma série de situações. Na forma mais suave da doença o paciente apresenta tremores, lentidão dos movimentos e rigidez muscular.

Sintomas do Parkinson

A maneira que o quadro evolui e a doença avança, outros sintomas podem ser identificados. São eles: redução do movimento dos braços, passos mais curtos e inclinação do corpo para frente.

Já em um grau mais avançado, o mal de Parkinson pode apresentar desaparecimento de movimentos automáticos, dificuldade de engolir, falta de expressão no rosto, dificuldade para completar movimentos, perda da motricidade, entre outros.

“Felizmente os sintomas da doença são relativamente clássicos, algo que automaticamente aumenta as chances de diagnóstico e consequentemente acelera o processo de tratamento”, endossa o médico.

Os paciente com mal de Parkinson também podem apresentar doenças associadas, tais como intestino preso, cansaço, estresse, ansiedade, demência, desmaios, alucinações e perda da memória.

Tratamento da doença

“Infelizmente não há cura conhecida para o mal de Parkinson. O objetivo principal do tratamento é controlar os sintomas e oferecer o máximo de qualidade de vida para o paciente”, completa Patrick Rocha.

Por isso que é sempre indicado que um profissional médico seja consultado. Pois o bem-estar dos pacientes com o mal de Parkinson vai depender do tratamento dos sintomas apresentados por eles.