Escrito por em 07/01/2019

Você já parou para pensar que existem chás contra a desidratação? Isso ocorre porque algumas dessas bebidas são ricas em nutrientes e no composto principal para hidratar o corpo: a água.

Para quem não sabe, esse líquido é o maior componente do corpo humano. “Ao nascimento, a água contribui aproximadamente 75% a 85% do peso corporal total. Essa proporção diminui com a idade e o grau de adiposidade”, explica a nutricionista Creuza Nunes.

Portanto, um paciente com desidratação apresenta mais perda de água do que a sua reposição. Mas como saber se o organismo precisa desse líquido? Ainda segundo a especialista em nutrição, “a sensação de sede é um sinal importante para o consumo de líquidos.

A seguir você confere as melhores dicas de chás para ajudar no combate à desidratação. Em seguida, pode entender um pouco mais sobre esse processo que surge no organismo e  aproveita para conhecer outras formas de tratamento.

Chás para a desidratação

Capim-cidreira, erva-doce, camomila e hortelã são as indicações da nutricionista Creuza Nunes. De acordo com a especialista, esses chás ajudam no combate à desidratação porque “apresentam antioxidantes naturais, são ricos em minerais e apresentam várias propriedades.”

Xícara de chá com ervas ao redor

Os chás digestivos, calmantes e diuréticos são os mais indicados (Foto: depositphotos)

Entre os efeitos dessas bebidas, Creuza cita as ações diurética, calmante, antioxidante, anti-inflamatória e digestiva. No entanto, a profissional alerta para que as pessoas não substituam a água pelos chás.

Além disso, é preciso ficar atento à forma de preparo das infusões. “Sugiro ferver a água antes e depois acrescentar as folhas da erva. Nunca ferva a água já com o chá, pois você perderá os benefícios e as propriedades”, aconselha a nutricionista.

Causas do problema

A desidratação é caracterizada pela baixa concentração de água e também de outros líquidos e sais minerais, como sódio e potássio, principalmente. Com isso, ocorre um desequilíbrio eletrolítico no corpo, marcado pela perda excessiva e a reposição escassa desses nutrientes e elementos.

“Isso pode acontecer em qualquer pessoa, mas as crianças e os idosos são mais susceptíveis”, destaca a nutricionista. Segundo Creuza Nunes, as causas da desidratação podem ser simples ou mais complexas.

“A desidratação leve é causada pela ingestão insuficiente de líquidos“, explica. Nesse caso, a recomendação é o consumo apropriado de água e outros alimentos ricos desse líquido.

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No entanto, outras condições de saúde podem contribuir com a falta de hidratação do corpo. Um exemplo disso é a diarreia, que contribui com a perda de líquidos e sais minerais.

“Condições anormais como vômitos, febres, excesso de urina ou de suor e grandes queimaduras, resultam em grandes perdas líquidas com deficiências anormais de água e de eletrólitos”, explica a profissional.

Nos adultos, a perda de água também pode estar associada aos exercícios muito intensos, os que provocam grande quantidade de suor. Mas também podem ser causas da desidratação irritação de pele, diabetes e até mesmo a exposição ao calor, algo muito comum no verão.

Tipos de desidratação

De acordo com a nutricionista Creuza Nunes, existem três tipos de desidratação, são eles: isotônico, hipertônico e hipotônico. A diferença entre essas categorias é com relação ao tipo e a quantidade de elemento perdido do corpo.

Confira a seguir as principais características desses tipos de desidratação:

  • Isotônica: Essa é a forma mais comum da desidratação e é frequentemente encontrada em crianças pequenas. “Ocorre quando há uma perda proporcional de água e eletrólitos, que pode acontecer através de diarreias e vômitos”, explica a profissional
  • Hipertônica: Já esse tipo é caracterizado pela perda de água proporcionalmente maior que a perda de eletrólitos, muito comum na baixa administração de água. De uma maneira geral, a hipertônica é comum em pacientes diabéticos ou que apresentam problemas de saúde como diarreia, febres prolongadas ou sudorese intensa
  • Hipotônica: Ao contrário do anterior, nesse caso há maior perda de sódio do que de água. Por isso é comum ocorrer em “casos de transpiração muito elevada, perdas gastrointestinais ou quando a reposição é feita só com água, sem sais”, conta Creuza.

Sintomas

O principal sintoma de desidratação leve é a sensação de sede. “Porém, o paciente desidratado pode apresentar sintomas clínicos como cefaleia, fadiga, diminuição do apetite, tonturas, indisposição, urina concentrada, diminuição na produção de saliva, ressecamento e perda da elasticidade da pele como também perda de peso”, alerta a especialista em nutrição.

Homem suado e cansado

A perda de água também pode estar associada aos exercícios muito intensos (Foto: depositphotos)

Tratamento

Além do uso de chás, o paciente deve adotar outras formas de tratamento para combater à desidratação. Mas segundo Creuza Nunes, o tratamento a ser seguido deve se basear no tipo de desidratação apresentado pelo paciente.

“Em grande parte dos casos, a reposição de água e sais é feita por via oral ou endovenosa com quantidades adequadas de água, sais minerais e glicose. Nos casos mais graves, a água ou as soluções aquosas podem ser repostas diretamente pela via endovenosa”, completa.

Ainda segundo a profissional de nutrição, algumas bebidas naturais também podem servir como tratamento desse problema. Além da água filtrada, Creuza recomenda a ingestão de água de coco, isotônicos, suco de frutas e o soro.

Todas essas técnicas podem “auxiliar no processo de reposição dos eletrólitos que foram perdidos no processo de desidratação”, indica a nutricionista.

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Desidratação infantil

Como já mencionado, as crianças são mais vulneráveis ao processo de desidratação do corpo. Isso porque tal condição pode estar associada à problemas de saúde, como diarreia, excesso de calor, febre ou vômitos.

Assim, os responsáveis devem estar atentos aos possíveis sintomas que podem surgir na desidratação infantil. Por exemplo, boca seca e lábios rachados, urina amarela e com cheiro forte e irritabilidade.

“Se a criança for menor de 6 meses, a melhor forma de evitar o aparecimento da doença é por meio do aleitamento materno exclusivo. Crianças maiores devem ser estimulados a tomar água frequentemente e consumir frutas e alimentos com maior quantidade de água”, finaliza a nutricionista.

Mas de qualquer maneira, é importante buscar auxílio médico. Dessa forma, o pediatra vai avaliar o caso da criança e recomendar qual caminho seguir para o tratamento. E, se for o caso, poderá indicar também chás para o combate à desidratação.

*Artigo feito com a colaboração da nutricionista Creuza Nunes (CRN-25439/PE).