Publicado por Redação

O pinhão roxo é uma planta que pertence à família das Euphorbiaceae. A espécie pode ser usada nos tratamento alternativos para resolver alguns problemas de saúde. Ela é comumente encontrada na região Nordeste, Cerrado e Pantanal, sobretudo na região do Mato Grosso do Sul. Além do clima tropical, o pinhão roxo se adapta muito bem ao clima sub-tropical e árido.

Dependendo do local onde essa planta é encontrada, outros nomes também fazem referência a ela. Entre os principais, destaque para pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão, pião, mamoninho e purgante-de-cavalo.

Somado ao uso medicinal, a planta também possui uso industrial, sobretudo para o fabrico de óleos, lubrificantes e tintas.

Benefícios e propriedades do chá de pinhão roxo

Foto: depositphotos

A planta possui características bem próprias, o que ajuda com que ela seja reconhecida facilmente. Ela é uma espécie de pequeno porte que possui o caule nas cores verde e roxo, revestido de uma espécie de pelos. Suas folhas, que são bem numerosas, são roxas e flores vermelhas localizadas na extremidade dos ramos. Já em relação aos frutos, eles são verdes e possuem sementes cinza, de onde é extraído o óleo.

Propriedades do pinhão roxo

Como já foi dito anteriormente, o pinhão roxo é uma espécie que possui algumas propriedades medicinais. Porém, antes de incluir o seu uso nos tratamentos, o médico deve ser consultado. Só ele tem conhecimento suficiente para liberar seu uso, sobretudo na intensão de evitar qualquer outro tipo de problema.

A planta possui propriedades purgativas, indicada para estimular a atividade gastrointestinal. Seu uso também está associado ao tratamento de reumatismo e de gota. Como se ainda não bastasse, a planta atua na coagulação sanguínea e contra as aftas.

Chá de pinhão roxo

Para quem tem o uso do pinhão roxo liberado pelo médico nos tratamentos de saúde, a forma mais usual é por meio do preparo do chá. Ele é muito fácil de ser preparado, basta separar 200 ml de água filtrada e uma colher (de sopa) das folhas da planta seca. Coloque a água para ferver em uma panela com tampa. Assim que apresentar sinais de ebulição, desligue o fogo e acrescente a erva.

Deixe que o preparo descanse por cerca de 10 minutos, lembrando de deixar o recipiente tampado. Isso vai facilitar o desprendimento das propriedades medicinais da planta na água. Logo em seguida, use uma peneira para separar as folhas do líquido. A indicação é que o chá seja consumido até três vezes por dia.

Cuidados e contraindicações

É importante destacar que a planta possui algumas restrições de uso, sobretudo para os pacientes que exageram na ingestão diária. As folhas e o fruto possuem uma toxina chamada de toxalbumina. Quando essa toxina aparece em excesso no corpo, o paciente pode desenvolver náuseas, vômito, cólicas abdominais, diarreia mucosa, arritmia cardíaca e nos casos mais graves até parada cardíaca.

Através do contato direto o paciente pode desenvolver ferimentos na pele ou dermatites de contato, sobretudo se for atingido pelo látex da planta.

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